Durante décadas, a experiência do cidadão com serviços públicos foi marcada por filas, prazos longos e processos manuais sujeitos a erro. A digitalização inicial de muitos desses serviços, transformar formulários de papel em formulários digitais, resolveu parte do problema, mas manteve a essência manual dos processos por trás da interface. A inteligência artificial representa um salto diferente: não se trata apenas de digitalizar, mas de automatizar a análise e a decisão dentro de parâmetros bem definidos.
É nesse contexto que a Vert Analytics atua. Com soluções próprias de IA, como o ONDA e o MAIN, a empresa tem participado de projetos em que a inteligência artificial passou a reduzir prazos e aumentar a precisão do atendimento prestado ao cidadão, sempre com governança de dados e critérios de decisão transparentes, atendendo a demandas de órgãos públicos que não toleram erro.
De filas longas a atendimento em tempo real
Serviços públicos brasileiros ainda enfrentam desafios estruturais: filas longas, prazos extensos para emissão de documentos, processos manuais sujeitos a erro. A digitalização inicial resolveu parte do problema, mas manteve a essência manual dos processos por trás da interface.
Órgãos responsáveis por arrecadação, por exemplo, enfrentam o desafio de identificar, entre milhões de contribuintes, padrões que indiquem risco fiscal relevante, tarefa praticamente inviável de se fazer manualmente em escala estadual ou federal. Modelos de inteligência artificial aplicados a essa análise conseguem identificar bilhões de reais em risco fiscal a partir do cruzamento de dados que, isoladamente, pareceriam irrelevantes, mas que juntos revelam padrões de inconsistência.
Tecnologia própria da Vert Analytics aplicada ao setor público
Uma transformação desse porte exige um nível de confiabilidade que poucas empresas de tecnologia conseguem entregar. Nesse campo, a Vert Analytics desenvolveu três frentes de soluções próprias de IA: a CyndIA, para gestão de risco jurídico e jurimetria; o MAIN, para agentes autônomos de inteligência artificial e hiperautomação de processos; e o ONDA, para validação inteligente de identidades, que juntas sustentam projetos de missão crítica em áreas como trânsito, segurança pública, saúde e gestão fiscal.
Um exemplo anonimizado ilustra bem essa escala: uma administração estadual de grande porte utilizou inteligência artificial para processar milhões de solicitações relacionadas a documentos de trânsito, alcançando altos índices de automação na emissão de carteiras de habilitação e de detecção de fraude documental, com apoio de biometria facial e análise de vínculos. Um resultado assim só é possível quando a tecnologia foi construída para operar em ambientes que não toleram erro.
No fim, cada processo automatizado com inteligência artificial representa menos tempo em filas, menos burocracia e mais confiabilidade nas informações prestadas pelo poder público. Representa também mais tempo para que servidores se dediquem a tarefas que exigem julgamento humano, em vez de rotinas repetitivas. A Vert Analytics, que acumula 28 anos de experiência em tecnologia, tem participado desse tipo de projeto justamente por reunir experiência acumulada em ambientes públicos de diferentes naturezas, sempre preservando o anonimato dos órgãos envolvidos e garantindo a governança de dados exigida nesses casos.
