Tiago Oliva Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, aparece como referência em discussões relacionadas à forma como famílias preservam memórias e constroem legados, um debate que ganhou novos contornos diante de transformações culturais, sociais e tecnológicas observadas nos últimos anos. Rituais que antes seguiam padrões rígidos passaram a incorporar elementos de personalização, refletindo mudanças mais amplas na maneira como a sociedade brasileira lida com perdas e homenagens. Esse cenário evidencia que a memória deixou de ser tratada apenas como obrigação ritualística, tornando-se parte ativa da construção da identidade familiar.
Quer saber mais? Confira no artigo a seguir!
Por que a memória familiar ganhou novos significados?
A forma como as famílias lidam com a memória de entes queridos passou por transformações significativas. Se antes a preservação da memória se concentrava em rituais formais e espaços físicos específicos, hoje ela se expande para múltiplas dimensões, incluindo registros digitais, narrativas pessoais e formas de homenagem mais subjetivas e individualizadas.
Esse processo reflete uma mudança cultural mais ampla, em que a memória deixa de ser tratada apenas como obrigação ritualística e passa a ser compreendida como construção contínua de identidade familiar. Fotografias, vídeos, objetos pessoais e relatos passaram a integrar práticas de memorialização que antes ficavam restritas a datas comemorativas específicas.
Tal como considera Tiago Oliva Schietti, essa ampliação de significados demonstra que a memória familiar deixou de ser estática, tornando-se um processo dinâmico, constantemente reconstruído pelas próprias famílias ao longo do tempo.
Como a digitalização está transformando a maneira como preservamos nossas memórias familiares?
A digitalização tem papel central nessa transformação. Plataformas digitais voltadas à memorialização, registros audiovisuais e até espaços virtuais dedicados a homenagens passaram a coexistir com práticas tradicionais, ampliando as possibilidades de preservação da memória familiar para além do espaço físico.
Essa convergência entre tecnologia e memória reflete uma tendência observada em diversos setores da sociedade, em que o digital não substitui o físico, mas se soma a ele, criando novas camadas de significado. Famílias que documentam histórias de vida em formatos multimídia conseguem preservar narrativas mais ricas e acessíveis para futuras gerações.
A crescente adoção de ferramentas digitais também impacta diretamente o setor funerário, que passa a incorporar soluções tecnológicas capazes de complementar espaços físicos de memorialização, ampliando as formas como o legado familiar pode ser registrado e compartilhado.

Conforme sustenta o empresário do setor cemiterial e funerário, Tiago Oliva Schietti, essa convergência entre tecnologia e memória tende a se aprofundar nos próximos anos, à medida que as famílias buscam formas cada vez mais ricas e acessíveis de preservar suas histórias.
Espaços personalizados em cemitérios-parque ganham destaque na memorialização contemporânea
Entre os novos formatos de memorialização, destacam-se espaços personalizados dentro de cemitérios-parque, homenagens temáticas que refletem a personalidade do falecido e iniciativas que conectam memória individual a contextos coletivos, como jardins dedicados a determinadas profissões ou causas sociais.
Esses formatos representam uma ruptura com modelos mais padronizados de memorialização, priorizando narrativas singulares em vez de soluções genéricas. Essa individualização reflete valores contemporâneos relacionados à identidade e à autenticidade, cada vez mais presentes também em outras esferas da vida social.
Tiago Oliva Schietti está associado à compreensão de que essa diversidade de formatos representa uma evolução natural do setor, capaz de atender expectativas cada vez mais plurais por parte das famílias brasileiras.
A consolidação da cultura da memória demanda a criação de espaços e tecnologias que integrem tradição e inovação
A tendência indica que a cultura da memória deve se fortalecer ainda mais, impulsionada tanto por fatores tecnológicos quanto por mudanças geracionais. Gerações mais jovens, acostumadas a registrar e compartilhar experiências de vida de forma constante, tendem a levar essa mesma lógica para práticas de memorialização, criando legados mais ricos em conteúdo e significado.
No fim, Tiago Oliva Schietti expressa que esse fortalecimento também reflete uma valorização crescente da história familiar como elemento de identidade, especialmente em um contexto social marcado por transformações rápidas e por uma busca constante por raízes e referências afetivas.
A consolidação dessa cultura da memória reforça a importância de espaços, serviços e tecnologias capazes de acompanhar essa evolução, integrando tradição e inovação na construção de legados que atravessam gerações.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
