A presença de visitantes brasileiros foi o principal componente da renda gerada pelo turismo na cidade do Rio de Janeiro entre janeiro e agosto de 2026. Nesse período, os turistas nacionais movimentaram R$ 15,2 bilhões, enquanto os estrangeiros responderam por R$ 7,4 bilhões. Somados, os gastos alcançaram R$ 22,5 bilhões na economia carioca.
Os dados fazem parte de estudo divulgado em 30 de setembro pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. O levantamento também aponta que a capital recebeu 8,5 milhões de turistas nos oito primeiros meses do ano, sendo 6,9 milhões de brasileiros e 1,6 milhão de visitantes estrangeiros.
O fluxo turístico cresceu 5% em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado mostra a dimensão do mercado formado por pessoas que chegam à cidade para passar férias, participar de eventos ou conhecer seus atrativos, além de indicar como o turismo mantém circulação de recursos em diferentes atividades da economia urbana.
Brasileiros concentram maior volume de gastos
Em quantidade de visitantes e em valor total movimentado, o público nacional foi predominante. Os 6,9 milhões de brasileiros representaram a maior parcela do fluxo registrado no período e foram responsáveis por R$ 15,2 bilhões em despesas na cidade. A diferença em relação aos estrangeiros acompanha, portanto, a distância entre os grupos em número de visitantes.
Considerando a divisão dos valores informados no estudo, o gasto médio aproximado dos turistas brasileiros ficou em R$ 2,2 mil por pessoa. Esse cálculo é uma média geral e não significa que todos os visitantes tenham desembolsado o mesmo valor, mas ajuda a dimensionar a contribuição do turismo doméstico para a economia do Rio.
Os estrangeiros, por outro lado, apresentaram gasto médio aproximado de R$ 4,6 mil por visitante, a partir dos R$ 7,4 bilhões movimentados por 1,6 milhão de pessoas. Mesmo com um contingente menor, esse grupo teve participação relevante na receita turística da cidade e ampliou a entrada de recursos associados ao mercado internacional.
Impacto alcança serviços e atrações da cidade
A movimentação financeira do turismo não se limita a um único segmento. A circulação de visitantes alcança hotéis, restaurantes, comércio, transportes, atividades culturais e outros serviços utilizados durante a permanência na cidade. Por isso, o volume de R$ 22,5 bilhões representa uma cadeia econômica ampla, ligada tanto à hospedagem quanto ao deslocamento, à alimentação e ao consumo de experiências.
Na prática, cada grupo de visitantes contribui de maneira diferente para essa cadeia. Turistas brasileiros formam uma base numerosa e distribuída ao longo do ano, enquanto os estrangeiros acrescentam uma parcela de gastos médios mais elevada. A combinação entre escala e valor por pessoa ajuda a explicar a importância dos dois públicos para o desempenho turístico do Rio de Janeiro.
O levantamento divulgado pela Prefeitura também relaciona o desempenho da atividade à estratégia de promoção do Rio como destino ao longo de todo o ano e ao calendário de eventos. Sem depender de uma única temporada, a cidade busca manter sua atratividade em diferentes períodos, favorecendo a continuidade do fluxo e a distribuição dos negócios relacionados ao turismo.
Rio mantém papel central no turismo brasileiro
Com 8,5 milhões de visitantes até agosto, a capital fluminense aparece como um dos principais destinos turísticos do país no recorte apresentado pelo estudo. A combinação entre atrativos reconhecidos, oferta de serviços e programação de eventos sustenta a capacidade de receber públicos de diferentes origens, dentro e fora do Brasil.
O crescimento de 5% sobre 2025 reforça esse cenário, mas os números também evidenciam a dependência do setor em relação à manutenção do fluxo. Para a economia carioca, a presença dos turistas significa demanda para empresas e profissionais ligados à hospedagem, alimentação, transporte, comércio, cultura e lazer.
Os dados, divulgados com o acumulado até agosto, oferecem um retrato do comportamento do turismo na cidade durante os primeiros oito meses de 2026. O resultado de R$ 22,5 bilhões reúne a contribuição dos visitantes nacionais e internacionais e mostra que a atividade permanece conectada a vários setores do cotidiano econômico do Rio de Janeiro.
